Postado em 20 julho, 2009 - by Geórgia Honório
O inesquecível Harry e Sally
Todo homem tem certeza de que nunca aconteceu com ele, e a maioria das mulheres já fingiu; portanto, é só fazer as contas”, diz Meg Ryan na icônica cena de “Harry e Sally – feitos um para o outro” (When Harry met Sally) em que simula um orgasmo em plena lanchonete.
Até hoje, a famosa sequência é lembrada por cinéfilos e referência em Hollywood (citada na lista dos 50 diálogos mais memoráveis do American Film Institute), assim como o filme, que virou um clássico das comédias românticas.
Lançada em 21 de julho de 1989, a simpática história de Harry (Billy Crystal) e Sally (Ryan) conquistou quase instantaneamente o público com belas tomadas de Nova York (como a cena em que eles conversam no cenário outonal do Central Park) e um romance feito mais de desencontros do que de encontros.
Na contramão do gênero, “Harry e Sally” mostrava que o amor de verdade é sempre imperfeito e que é necessária uma boa dose de tolerância para encontrar o par ideal. No clima “depois dos 30 tudo fica mais difícil”, o filme inaugurou um filão que até hoje demonstra toda sua força, seja na série de sucesso “Sex and the city”, nos filmes de Bridget Jones ou na comédia pop “Alta fidelidade”.
Na época do lançamento, Billy Crystal declarou à imprensa que achava que o filme seria um fiasco de bilheteria, já que iria concorrer com blockbusters como “Indiana Jones e a última cruzada” e “Batman”. Por isso, a Columbia arriscou uma estratégia que hoje é comum: estrear em poucas salas dos EUA para tentar ganhar repercussão e em seguida expandir o circuito. O plano deu certo, e a comédia romântica faturou US$ 92,8 milhões – um resultado nada mau para um filme que custou cerca de US$ 16 milhões.












